Instituto Pensar - Após segundo recorde seguido de mortes, Bolsonaro é alvo de panelaço

Após segundo recorde seguido de mortes, Bolsonaro é alvo de panelaço

por: Eduardo Pinheiro 


Panelaço contra o presidente Jair Bolsonaro em janeiro deste ano ? (Foto: Reprodução/Instagram)

Na noite desta quarta-feira (3), os gritos de "Fora, genocida? ecoaram por São Paulo, Rio de Janeiro e pelo menos outras quatro capitais brasileiras. Os protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ocorreram no mesmo dia que foram registrados 1.910 novos óbitos por Covid-19, segundo o Ministério da Saúde.

Uma primeira manifestação estava marcada para acontecer durante o pronunciamento do presidente em rede nacional de televisão na última terça-feira (2), mas ganhou força efetivamente na noite da quarta, diante do registro de óbitos anunciado pelas Secretarias de Saúde, enquanto especialistas projetam o avanço da doença e os os hospitais registram colapso.

Em suas contas oficiais no Twitter, grupos da oposição, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Frente Brasil Sem Medo, e partidos como PCdoB e PSTU, pediram adesão ao panelaço marcado para as 20h30. O movimento Vem Pra Rua, que faz oposição ao governo pela direita, também aderiu ao panelaço. 

Este também foi o segundo dia consecutivo em que os gritos "fora, Bolsonaro? são escutados pelas janelas em Belo Horizonte, em Recife, em Salvador, em Porto Alegre, em Brasília e em São Paulo. A última vez que isso ocorreu foi em janeiro, durante a crise da falta de oxigênio em Manaus. 

O pânico gerado pela irresponsabilidade

Com os novos registros, o país chegou ao total de 259.402 óbitos desde o começo da pandemia. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.332. A variação foi de 29% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Já são 42 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, 7 dias acima de 1,1 mil, e pelo quarto dia a marca aparece acima de 1,2 mil. O pior momento da pandemia. Mesmo com os dados assustadores, Bolsonaro foge de suas responsabilidades e afirma que a "imprensa criou pânico sobre a doença no país?.

Com informações do UOL e G1



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